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Screaming Gentlemen - \"Dirty Dawns\"
Enquanto ainda discutem se o 4 dos barbudos é ou não é como os álbuns anteriores, minha confusão está completamente depositada sobre Dirty Dawns, segundo disco do Screaming Gentlemen, talvez a maior banda desconhecida do mundo. Nem no Pitchforkmedia, maior paraíso indie da web, esses caras ganham resenhas. Ainda não consegui entender o porquê. Provavelmente pelo fato de serem quase tão avessos a mídia quanto o Dalton Trevisan.

Mudando radicalmente de direção, o Screaming Gentlemen trocou o que eu chamo de infernocore (haha) por um irresistível clima psicodélico. Só que, diferente do Flaming Lips, por exemplo, que usam uma infinidade de instrumentos e sintetizadores nas (maravilhosas) músicas, os caras do SG fazem quase tudo com guitarras e microfonias. É quase como se o Slayer mergulhasse no ácido.

O mais engraçado é que as letras continuam tão boçais como sempre. A faixa que abre o disco, Pigeons, é narrada por um cara que aprisiona pombos para amputar suas patas. Exquisite Hug é sobre um cara solitário que passa cola nas mãos e abraça a si mesmo. Grab my Heart é um épico de nove minutos sobre o dia em que as mãos de todos os seres humanos se desprenderam de seus corpos e invadiram a África. Nada faz sentido, mas é tudo fantástico.

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